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Por que o Brasil não forma gênios? Um país refém da militância, da superficialidade e da falta de projeto

  • Foto do escritor: fredijon
    fredijon
  • 12 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Por Fredi Jon


Em um mundo em que o conhecimento é o principal ativo das nações desenvolvidas, o Brasil segue na contramão: é um país que pouco investe em cérebros, que desestimula talentos e, pior, acostumou-se a idolatrar mediocridades. A pergunta é incômoda, mas necessária: por que o Brasil não forma gênios?

O problema não é falta de potencial. A genialidade nasce em qualquer parte do mundo — em uma periferia de Recife ou numa fazenda do interior de Minas. O que falta é ambiente. Um país que há décadas sucateia a educação pública, que criminaliza o mérito em nome de discursos vazios e que trata ciência como luxo, jamais será o berço de um novo Einstein ou de um gênio da matemática que transforme o mundo.

O Brasil não apenas negligencia o talento, ele o expulsa. Jovens brilhantes enfrentam uma estrutura educacional capenga, universidades ideologizadas e um ambiente onde pensar fora do padrão político dominante é um risco. A militância tomou de assalto as salas de aula, os centros acadêmicos e até a arte. A política identitária, ao invés de ampliar o horizonte do pensamento, estreitou-o. Hoje, o importante é gritar, apontar o dedo e pertencer a uma bolha ideológica — não pensar, refletir ou criar algo verdadeiramente novo.

Enquanto isso, países que investem em ciência, tecnologia e liberdade de pensamento colhem os frutos de mentes inquietas. O Brasil, por outro lado, forma ativistas, não inventores. Formamos formadores de opinião sem opinião própria. Mestres em lacrar, doutores em replicar discursos, mas quase nenhum gênio em inovação, em física quântica, em biotecnologia ou em filosofia profunda.

A mídia, por sua vez, reforça esse ciclo. Premia-se o artista do engajamento e do slogan, o pensador de redes sociais, o militante do algoritmo.

O talento que não se encaixa nessa lógica é silenciado, esquecido ou rotulado como “elitista”. Não há espaço para o contraditório, para o incômodo criativo que é próprio da genialidade.

Enquanto o Brasil continuar a substituir o estudo pelo panfleto, a pesquisa pela ideologia e a meritocracia pelo ressentimento, continuará como um celeiro de potencial desperdiçado. Gênios não nascem apenas: precisam de liberdade, incentivo, estrutura e silêncio para pensar. E isso o Brasil não oferece.

O país que idolatra barulho e despreza conteúdo está fadado à mediocridade. E o preço disso, mais cedo ou mais tarde, todos pagam: na economia, na cultura, na ciência e, sobretudo, na esperança.

 
 
 

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